terça-feira, junho 26, 2007

Paz


Des
Originally uploaded by Buratto.
Tem uma música dos Los Hermanos (aí, já tô falando dos barbudos brochas de novo ou os Novos Chicos, como prefere meu amigo FM) que me toca profundamente toda vez que a ouço. O nome é O Vencedor.

Lá pelas tantas, tem um trecho da música que diz mais ou menos assim:

Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.

É maravilhoso esse trecho. A música fala da paranóia do século XXI de que todos devemos vencer na vida. Eu penso que se vencemos é porque alguém perde. A vida podia ser mais equilibrada, sem tantos derrotados e vencedores. Mas acho que alguém já pensou isso lá atrás e suas idéias nunca foram a frente. Enfim, ainda assim prefiro sempre "fazer o melhor que sou capaz, só pra viver em paz".

Para quem quiser ouvir a música, o site dos Los Hermanos disponibiliza todas as canções do grupo. É só procurar no disco Ventura.

Paz a todos sempre!

sexta-feira, junho 22, 2007

Somos palhaços?


Ride Pagliaccio
Originally uploaded by oscar candido.
Não agüento mais abrir o jornal todos os dias de amanhã e ver as notícias sobre caos aéreo, declarações orgásmicas de ministros e fulano dizendo que vai resolver o problema, oficiais prendendo sargentos e outras putarias mais. Sim, temos um problema com nossa infra-estrutura aeroportuária. Mas será ela mais importante que o caos na saúde, educação e segurança?

Se um jornal mantiver um coleguinha – como nos referimos a nossos colegas jornalistas – de plantão num hospital, vai precisar ter duas capas por dia. Edição matutina e vespertina, como antigamente. Mas não é isso que acontece. Aí de tempos em tempos sai uma matéria que escandaliza a opinião pública e tudo volta ao esquecimento depois.

É interessante ver a classe média xingando os funcionários das companhias aéreas porque o vôo não sai no horário, mas não estar nem aí para as escolas e hospitais públicos que não funcionam e muito menos para a violência. Vivemos a era do cada um se preocupa com o que é seu. É mais ou menos a filosofia “deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz”.

Acho que o brasileiro caminha por um perigoso caminho da passividade excessiva. Longe de mim ser um pessimista ou uma pessoa que reclama de tudo o tempo todo, mas é preciso reagir. Não dá pra esse país continuar o cabaré que está e continuarmos lá no nosso cantinho, bebendo cerveja e admirando a prostituição.

segunda-feira, junho 18, 2007

Shrek 3º - um olhar


shrek
Originally uploaded by Moonage.
Não costumo ser uma pessoa conservadora. Por muitas vezes eu abomino esse tipo de comportamento. Não sou o dono de um cabaré a toa né? Mas hoje temo que eu seja conservador ao expor minha opinião. Me perdoem as leitoras, me perdoe meu alter ego. Aliás, acho que é o próprio alter ego quem vai escrever as próximas linhas.

Fiz essa chacrinha toda para falar do filme Shrek 3º, que fui ver com a Taty no sábado, no Via Parque – aliás, aqui vai a dica, cinema sempre vazio a R$ 15 e boas salas de exibição. Shrek, creio eu, é um filme dirigido para crianças e adultos bobo alegres como eu e minha esposa.

Mas é a parte infantil que me interessa. Entre os personagens do filme, está nada mais nada menos do que um travesti. Colocado ali, sem explicação alguma, já que todos os personagens do filme saíram de contos de fadas. E não há registro em minha memória de que houvesse um traveco entre eles.

E qual o problema disso, irá perguntar minha querida leitora? Nenhum. Travestis estão por aí em todos os lugares e respeito a opção – às vezes duvido que seja opção – de vida deles. Mas em hipótese nenhuma acho legal colocar um travesti num filme de criança. Eu não sou mais criança, mas qual a mensagem que passa um homem vestido de mulher para uma pessoinha de 5 anos?

Temo ser preconceituoso ou obtuso nas próximas linhas, mas a princípio é minha opinião: a mensagem ali é “ser travesti é normal”. “Vamos apresentar isso às crianças porque mais cedo ou mais tarde elas vão se deparar com um”. “Ou quem sabe até ser um”. Bem, eu não precisei conhecer esse tipo de coisa quando tinha 5 anos. Conheci quando tinha que conhecer, já maiorzinho, quando podia ter um mínimo de entendimento.

Faz alguma diferença? Acho que faz. Uma pessoa que nasce homem e quer ser mulher sofre alguma espécie de desvio de caráter, de não aceitação de si mesmo. Diferente de simplesmente ser homossexual, que é uma coisa, creio que nasce com a pessoa e, embora não seja absolutamente natural, é inevitável. É simplesmente se sentir atraído sexualmente por alguém do mesmo sexo. Em termos, normal.

Então é isso que se está colocando na cabeça das crianças. “Não se aceite”. “Queira ser algo diferente do que você é”. “Burle a natureza”. Não é que eu ache que vai haver mais travestis no mundo por causa disso. Mas acho que é uma mensagem meio perversa num mundo já tão cheio de informação como o de hoje. Será que um ser de 5 anos é capaz de filtrar corretamente as informações? Não acho.

sábado, junho 16, 2007

Semana...

Cabaré que não abre sábado a noite não é cabaré. Por isso, hoje resolvi abri-lo já de tarde, para varar a madrugada adentro.

Bem caras leitoras, as dúvidas do post anterior já se dirimiram e hoje já posso dizer sem medo de errar, que tudo o que aconteceu foi para o bem. Vocês estavam certas. Santa sabedoria.

No meio da semana um acidente de percurso. 4 x 0 Botafogo em cima do Vascão. A minha amiga vaquinha deve ter ficado feliz da vida, mas nem veio meu zuar. Enfim, daqui a pouco ela aparece. Mas claro, tudo teve um motivo, como não podia deixar de ser. Jogadores de times pequenos como o Botafogo se engrandecem diante do Vasco para mostrar serviço e quem sabe um dia vestirem a cruz de malta no peito. Agora tenho certeza que Moniquete vem, mas é pra me bater!!! rs. É só brincadeira Mô!!!

Essa semana teve dia dos namorados, teve chopp quase todos os dias, teve surpresas agradáveis, abraços, beijos e tudo mais. E hoje quem sabe haverá um fondue! Ou talvez um cineminha.

Bem, o Cabaré está aberto, venha se divertir!

sexta-feira, junho 08, 2007

Perguntas, perguntas e perguntas

A dúvida que me atormenta há uma semana é: eu fiz o mal ou fiz o bem? Da minha parte, consciência tranqüila que eu não queria fazer o mal. Mas pela reação das pessoas, parece que fiz o maior dos bens. Será mesmo? Quem sou eu para julgar alguém? Se o mal eu fiz, vai ser difícil me perdoar. Mas a verdade é que eu nunca vou saber. Existem sempre milhões de caminhos possíveis.

Outra dúvida é: o que é ser homem? É tomar uma atitude impensada e depois se proibir de voltar atrás ou ser homem o bastante para admitir que errou? É se recusar a conversar com quem teve um relacionamento de três anos? É, por causa de um abraço, chamar a namorada/noiva de safada? É colocar em dúvida a honra da pessoa a quem se julgava que amava?

Mas o que eu faria no lugar dele? Seria o mesmo estúpido? Seria pior? Me arrependeria? Não, não, santo ele não é. Mas ninguém é. Talvez só um, há 2007 anos atrás. Fico com medo de ter feito o mal. Não gosto da maldade. Essa maldade crua do ser humano. Sou um infantil, um ingênuo malicioso, que dificilmente age para o mal. Então, eu fiz o mal ou não? Se fiz, estou arrependido desde já. Senão, fico feliz em ter colocado uma pessoa que eu gosto num caminho mais feliz.

Quem me dirá isso?

quarta-feira, junho 06, 2007

Frios e pensamentos

Mas que cidade esquisita essa que vivemos. De dia, no sol, um calor respeitável. Na sombra um frio de doer. À noite, pelo menos para os nossos padrões, parece que vamos congelar. Eu quero um aquecimento global. Ou basta apenas um aquecimento cariocal!

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Com essa história de frio, não nado há duas semanas e já comecei a pensar em trancar a matrícula. Não dá. Às 7h45m da madrugada da manhã me jogar naquelas gélidas águas da Castelo Branco? Porra, não dá!

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Sim, tem gente no Cabaré Suzi. Mas o dono anda tão sem inspiração. Aí coloca esses posts fajutos sobre coisa nennhuma.

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Los Hermanos entram em recesso por tempo inteterminado este fim de semana. Fazem bem, ao saírem ainda por cima.

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Hoje tem Flu e Figueira em Santa Catarina. Como diria o Galvão, vale todo o seu pensamento positivo. Eu só não sei pra quem.

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E o Pan? Alguém vai?